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Tratamentos

PRP no ombro e cotovelo em Belo Horizonte

Concentrado de plaquetas do próprio sangue, aplicado no tendão com ultrassom, para estimular a cicatrização.

Revisado por sobre o Dr. Bernardo Catão Queiroz, ortopedista especialista em ombro e cotovelo. Atualizado em outubro de 2026.

O PRP, plasma rico em plaquetas, é obtido do sangue do próprio paciente: uma pequena coleta é centrifugada para concentrar as plaquetas, que liberam fatores de crescimento, e o concentrado é injetado no tendão ou na articulação com a agulha guiada por ultrassom. A proposta é estimular a reparação de tendões que cicatrizam mal, como no cotovelo de tenista e na tendinopatia do manguito.

Tubo de sangue centrifugado, com o plasma separado na parte de cima, ao lado da centrífuga

O Dr. Bernardo Catão Queiroz indica o PRP em Belo Horizonte em casos selecionados: epicondilite que não cedeu aos exercícios e às ondas de choque, tendinopatias e rupturas parciais do manguito rotador sem indicação cirúrgica e, em segundo momento, como apoio à cicatrização no pós-operatório de alguns reparos.

Como o PRP é preparado e aplicado

Colhem-se de quinze a trinta mililitros de sangue de uma veia do braço, como num exame de rotina. O tubo vai à centrífuga por alguns minutos, e a camada com concentração de plaquetas três a cinco vezes maior que a do sangue é separada. Em seguida, com o transdutor do ultrassom mostrando o tendão, o concentrado é injetado no ponto da lesão. O procedimento todo leva em torno de trinta minutos, no consultório.

Não se mistura anestésico nem corticoide ao PRP, porque ambos reduzem a atividade das plaquetas. A pele é anestesiada separadamente, e a passagem da agulha pelo tendão, que faz parte do estímulo, causa desconforto breve.

Indicações no ombro e no cotovelo

  • Epicondilite lateral com mais de seis meses de dor, apesar de exercícios e ondas de choque: é a indicação com melhor evidência
  • Tendinopatia e rupturas parciais do manguito rotador sem indicação de reparo
  • Tendinopatia do bíceps distal e do tríceps
  • Artrose leve a moderada do ombro, em casos selecionados, quando o corticoide já não é opção
  • Complemento ao reparo artroscópico do manguito, para favorecer a cicatrização do tendão ao osso

O que esperar depois da aplicação

Nos primeiros dois a cinco dias a dor aumenta, porque a reação inflamatória é o mecanismo do tratamento. Usa-se analgésico comum e gelo com moderação; anti-inflamatórios ficam suspensos por uma a duas semanas antes e depois do procedimento. O braço é poupado de esforço por alguns dias, e a fisioterapia é retomada em uma a duas semanas, com carga progressiva.

A resposta é lenta: a melhora se consolida entre seis e doze semanas. Conforme o caso, faz-se uma única aplicação ou até três, com intervalo de duas a quatro semanas.

Limites e o que a evidência mostra

Na epicondilite crônica, vários estudos mostram alívio mais duradouro com PRP do que com corticoide a partir do sexto mês. No manguito rotador os resultados são heterogêneos: há melhora da dor em tendinopatias e rupturas parciais, sem comprovação de que o tendão se regenere. Como complemento ao reparo artroscópico, alguns estudos sugerem menos re-rupturas em lesões pequenas e médias, ainda sem consenso.

O PRP não recoloca um tendão rompido nem refaz cartilagem, e não substitui a cirurgia quando ela é indicada. A indicação é individual, discutida em consulta, e o procedimento em geral não é coberto pelos planos de saúde.

PRP ou corticoide?

O corticoide alivia rápido e dura semanas; é a escolha quando a prioridade é controlar uma crise. O PRP age devagar e busca um resultado mais duradouro no tendão; é a escolha quando a dor é crônica, o corticoide já foi usado ou se quer evitar o efeito dele sobre o tendão. Os dois são aplicados com ultrassom, e a infiltração guiada tem página própria.

Perguntas frequentes sobre PRP (plasma rico em plaquetas)

PRP dói?

A coleta é como um exame de sangue. Na aplicação, a pele é anestesiada e a passagem da agulha pelo tendão causa desconforto breve. A dor aumenta por dois a cinco dias, o que é esperado, e depois diminui.

Quantas aplicações de PRP são necessárias?

De uma a três, com intervalo de duas a quatro semanas, conforme a lesão e a resposta. O resultado é avaliado de seis a doze semanas após a última aplicação.

PRP funciona no manguito rotador?

Em tendinopatias e rupturas parciais pode reduzir a dor, com resultados que variam entre os estudos. Em ruptura completa não substitui o reparo; nesses casos pode ser usado como complemento à cirurgia.

Posso tomar anti-inflamatório depois do PRP?

Não nas duas semanas seguintes, porque o anti-inflamatório bloqueia a reação que o tratamento provoca. Analgésico comum e gelo com moderação são liberados.

PRP serve para artrose do ombro?

Em artrose leve a moderada, em casos selecionados, pode reduzir a dor por alguns meses, com evidência menos consistente do que no joelho. Não recupera a cartilagem nem adia indefinidamente a prótese quando ela é indicada.

Fontes e leitura complementar

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