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Tratamentos

Ondas de choque no ombro e cotovelo em Belo Horizonte

Ondas acústicas sobre o tendão doente, sem corte e sem anestesia, para tendinite calcária e epicondilite resistentes.

Revisado por quem é o Dr. Bernardo Queiroz, ortopedista especialista em ombro e cotovelo. Atualizado em outubro de 2026.

A terapia por ondas de choque extracorpóreas aplica pulsos acústicos de alta energia sobre o tendão doente, através da pele, para estimular a reparação do tecido e reduzir a dor. No ombro e no cotovelo, tem a melhor evidência na tendinite calcária e na epicondilite que não melhoraram com exercícios, e é feita no consultório, sem corte e sem anestesia.

Terapeuta aplica o transdutor sobre o ombro de uma paciente, com a imagem do tendão na tela ao fundo

No consultório do Dr. Bernardo Catão Queiroz, em Belo Horizonte, elas entram depois que a fisioterapia foi bem conduzida e antes de se cogitar cirurgia: nas tendinopatias do manguito rotador, na tendinite calcária e no cotovelo de tenista.

Como as ondas de choque agem no tendão

O aplicador encosta na pele sobre o ponto doloroso e emite ondas de pressão que atravessam os tecidos e se concentram no tendão. O estímulo mecânico provoca uma microinflamação controlada, que aumenta a circulação local, recruta células de reparo e reduz a sensibilidade das terminações nervosas. Na tendinite calcária, as ondas ainda fragmentam o depósito de cálcio e facilitam a sua reabsorção.

Existem dois tipos de aparelho. O focal concentra a energia num ponto profundo e é o indicado para a calcificação do ombro; o radial espalha a energia numa área maior e superficial, adequada ao cotovelo de tenista. A escolha depende da lesão, não do aparelho disponível.

Para o que é indicada no ombro e no cotovelo

  • Tendinite calcária do ombro com dor persistente, antes da lavagem guiada por ultrassom ou da cirurgia
  • Tendinopatia do manguito rotador sem ruptura completa, quando os exercícios estagnaram
  • Epicondilite lateral e medial com mais de três meses de dor apesar da fisioterapia
  • Tendinopatia do tríceps e do bíceps distal
  • Pontos de dor miofascial ao redor da escápula que atrapalham a reabilitação

Quando não é indicada

Ruptura completa de tendão, porque não há tecido a estimular e o tratamento atrasa a decisão cirúrgica; infecção ou ferida na pele do local; uso de anticoagulante ou distúrbio de coagulação; gestação; e marca-passo próximo à área. Capsulite adesiva e artrose não são alvos desse tratamento, que age sobre tendão, não sobre cápsula ou cartilagem.

Como é a sessão

O ultrassom localiza a lesão e marca o ponto de aplicação. Com gel na pele, o aplicador emite entre dois mil e três mil pulsos, em cinco a dez minutos. Há desconforto durante a aplicação, tolerável e sem anestesia; a intensidade é ajustada ao limite de cada paciente. O protocolo habitual é de três a cinco sessões, uma por semana, e o paciente volta à rotina no mesmo dia.

Nos dias seguintes convém evitar anti-inflamatórios e gelo, porque o efeito depende justamente da resposta inflamatória que o estímulo provoca. Analgésico comum pode ser usado se houver dor.

Resultados e o que a evidência mostra

Na tendinite calcária, a maioria dos pacientes tem melhora significativa da dor e boa parte dos depósitos diminui ou desaparece ao longo dos meses seguintes. Na epicondilite, os estudos são heterogêneos: há benefício em parte dos pacientes, com resultado que se consolida entre seis e doze semanas, e por isso o tratamento é indicado quando os exercícios sozinhos não resolveram, nunca no lugar deles.

A melhora é gradual. A avaliação do resultado é feita de seis a doze semanas após a última sessão, e os exercícios de fortalecimento seguem durante todo o período.

Antes de pensar em cirurgia

O objetivo é evitar a cirurgia nos casos em que o tendão ainda tem capacidade de reparo. Quando o tratamento falha na calcificação, a lavagem e aspiração guiadas por ultrassom são o próximo degrau; na epicondilite e na tendinopatia do manguito, o reparo artroscópico fica para os casos que esgotaram as medidas sem cirurgia.

Perguntas frequentes sobre ondas de choque

Ondas de choque dói?

Há desconforto durante a aplicação, descrito como batidas fortes no ponto dolorido, por poucos minutos. A intensidade é ajustada e não se usa anestesia, porque o estímulo faz parte do tratamento. Depois pode haver sensibilidade por um ou dois dias.

Quantas sessões são necessárias?

Em geral de três a cinco, uma por semana. O resultado é avaliado de seis a doze semanas após a última sessão, porque a resposta do tendão é lenta.

Ondas de choque funciona para tendinite calcária?

É uma das melhores indicações. A maioria dos pacientes tem alívio importante da dor e o depósito de cálcio costuma diminuir ou desaparecer com o tempo. Quando não resolve, a lavagem guiada por ultrassom é a próxima opção.

Posso fazer ondas de choque com ruptura do manguito rotador?

Em tendinopatias e rupturas parciais pequenas, sim. Em ruptura completa, não: não há tecido a estimular e o tratamento só atrasa a decisão sobre o reparo.

É a mesma coisa que o ultrassom terapêutico da fisioterapia?

Não. O ultrassom terapêutico da fisioterapia usa energia baixa e contínua. As ondas de choque são pulsos de alta energia, com efeito biológico diferente e evidência própria. O ultrassom diagnóstico é usado apenas para localizar o ponto de aplicação.

Fontes e leitura complementar

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