Dr.Bernardo Catão QueirozOrtopedia · ombro e cotovelo Agendar consulta
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Epicondilite lateral: o que é, sintomas e tratamento

A dor do lado de fora do cotovelo tem diferentes causas e merece atenção quando começa a limitar movimentos.

Nem sempre a dor no cotovelo tem uma causa que o paciente consegue reconhecer.

Mulher com fita de kinesio no cotovelo, segurando o antebraço

Há quem continue trabalhando, dirigindo e fazendo suas atividades normalmente, mesmo sentindo um incômodo que vai ficando mais frequente.

Quando a dor aparece na parte externa do cotovelo, o problema pode estar nos tendões que são exigidos toda vez que movimentamos o punho ou precisamos segurar alguma coisa.

Essa alteração recebe o nome de epicondilite lateral e não acontece apenas com quem pratica esportes ou realiza trabalhos pesados.

O incômodo nem sempre começa de maneira intensa. Algumas pessoas passam semanas adaptando os movimentos para evitar a dor, sem perceber que estão deixando de usar o braço normalmente.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, das atividades realizadas e das alterações encontradas durante a avaliação.

O que é a epicondilite lateral?

Na parte de fora do cotovelo existe uma região óssea onde se prendem alguns tendões do antebraço.

Eles participam de movimentos que fazemos diariamente, principalmente quando precisamos manter o punho firme ou segurar alguma coisa.

A epicondilite surge quando esses tendões começam a apresentar alterações relacionadas à sobrecarga.

Apesar do nome lembrar uma inflamação, o problema geralmente envolve mudanças na estrutura do tendão, especialmente quando os sintomas persistem por muito tempo.

É diferente de uma lesão provocada por uma pancada ou queda. Na maioria das vezes, o desconforto aparece sem que a pessoa consiga identificar um acidente responsável.

A epicondilite do cotovelo compromete principalmente a região externa da articulação. Quando a dor aparece na parte interna, outras condições precisam ser consideradas.

Quais são as causas da dor no cotovelo?

Não é preciso fazer muita força de uma só vez para começar a sentir dor no cotovelo.

O incômodo também pode surgir quando você repete os mesmos movimentos durante o trabalho ou em outras atividades do dia a dia.

Quem passa horas usando ferramentas, segurando peças ou fazendo movimentos de apertar e puxar, por exemplo, acaba exigindo bastante dos tendões do antebraço.

Com o tempo, essa sobrecarga pode favorecer o aparecimento da dor.

Entre as atividades associadas ao aparecimento da dor, destacam-se:

  • Trabalhos manuais que exigem força constante das mãos
  • Movimentos repetitivos com ferramentas
  • Musculação com aumento rápido das cargas
  • Prática de tênis e outros esportes com raquete
  • Atividades domésticas que exigem torção do punho
  • Uso prolongado do computador, especialmente quando acompanhado de tensão muscular ou esforço repetitivo

O uso do computador, isoladamente, não explica todos os casos. Vale investigar a postura, a intensidade do trabalho e o esforço exigido das mãos.

O esforço precisa ser intenso para causar a lesão?

Não necessariamente. Uma mudança na rotina já merece atenção.

Quem passou meses sem treinar e voltou diretamente aos exercícios com pesos elevados, por exemplo, exige dos tendões uma adaptação para a qual talvez ainda não estejam preparados.

A idade também interfere na capacidade de recuperação dos tecidos, mas pessoas mais jovens não estão livres do problema.

O mais importante é identificar o que mudou antes da dor aparecer e quais atividades continuam provocando desconforto.

Quais são os sintomas mais comuns?

Nem toda dor no cotovelo se manifesta da mesma maneira.

Alguns pacientes relatam uma pontada durante determinado movimento. Outros descrevem uma dor mais espalhada, que começa perto do osso e segue pelo antebraço.

Os sinais mais encontrados são:

  • Dor localizada na parte externa do cotovelo
  • Desconforto ao levantar objetos com a palma da mão voltada para baixo
  • Dor ao apertar ou segurar alguma coisa
  • Sensibilidade ao tocar a região dolorida
  • Diminuição da força para determinadas tarefas
  • Incômodo durante exercícios que exigem firmeza do punho

Uma queixa bastante característica aparece quando o paciente consegue movimentar o braço livremente, mas sente dor ao tentar segurar um objeto com força.

A dor também aparece durante o repouso?

Nas fases iniciais, o desconforto geralmente está ligado ao esforço.

Com a persistência dos sintomas, algumas pessoas passam a sentir dor mesmo depois de terminar a atividade. Em quadros mais intensos, o cotovelo incomoda durante o descanso.

A presença de formigamento, perda importante de sensibilidade ou dor que começa no pescoço exige uma investigação mais ampla, pois esses sinais não são característicos de uma alteração isolada no tendão.

Por que recebe o nome de cotovelo de tenista?

A expressão ficou popular porque o tênis exige movimentos rápidos e repetidos do punho e do antebraço.

Durante alguns golpes, especialmente quando há dificuldade técnica ou excesso de treinamento, os tendões próximos ao cotovelo recebem bastante carga.

Mas o cotovelo de tenista não é exclusivo de atletas.

Pessoas que trabalham em oficinas, realizam serviços domésticos, praticam musculação ou executam tarefas manuais também desenvolvem o problema.

Um detalhe importante é que nem todo desconforto relacionado ao esporte representa uma lesão no tendão. O exame precisa diferenciar a origem da dor antes de definir o tratamento.

Como saber se tenho epicondilite?

Uma das dúvidas mais comuns é se existe algum movimento capaz de confirmar o problema em casa.

A dor durante determinadas tarefas realmente levanta suspeitas, mas não é suficiente para estabelecer o diagnóstico.

Na consulta, o ortopedista procura entender três pontos: onde dói, há quanto tempo o incômodo existe e quais movimentos provocam os sintomas.

Também observa a mobilidade do cotovelo, a força das mãos e a resposta do braço durante movimentos específicos.

Como funciona o teste para epicondilite lateral?

Durante o exame físico, o médico solicita alguns movimentos enquanto oferece resistência com a própria mão.

No teste de Cozen, por exemplo, o paciente tenta estender o punho contra essa resistência.

Quando existe comprometimento do tendão, o movimento reproduz a dor na parte externa do cotovelo.

Outro exame conhecido é o teste de Mill, que coloca os músculos e tendões envolvidos sob alongamento.

Essas manobras ajudam na investigação, mas não devem ser interpretadas separadamente.

Uma pessoa com dor provocada por compressão nervosa ou outra alteração articular também apresenta limitações em determinados movimentos.

Tentar reproduzir repetidamente os testes em casa pode irritar ainda mais a região dolorida.

Quais exames ajudam no diagnóstico?

Na consulta, alguns movimentos e a pressão sobre pontos específicos do cotovelo ajudam a confirmar a suspeita de epicondilite lateral.

Se a dor continuar mesmo com o tratamento ou houver sinais de outro problema, o médico poderá solicitar radiografia, ultrassom ou ressonância magnética para investigar melhor.

Ultrassom

Permite observar a estrutura dos tendões e identificar alterações como espessamento e pequenas áreas de comprometimento.

Também auxilia na avaliação de outras estruturas próximas ao cotovelo.

Radiografia

Mostra principalmente os ossos da articulação.

Não é o exame ideal para observar os tendões, mas ajuda a investigar calcificações, alterações ósseas ou outras causas de dor.

Ressonância magnética

Oferece imagens detalhadas dos tendões e de outras estruturas do cotovelo.

Sua indicação é mais frequente em situações persistentes, dúvidas diagnósticas ou planejamento de algum procedimento.

Vale lembrar que uma alteração identificada no exame não explica, obrigatoriamente, todos os sintomas. O resultado precisa fazer sentido diante do que o paciente relata.

Como é feito o tratamento?

A escolha do tratamento leva em conta a intensidade da dor, o tempo de evolução e, principalmente, o quanto o problema interfere na rotina.

A maior parte dos pacientes melhora sem cirurgia.

O objetivo é recuperar gradualmente a capacidade do tendão de suportar esforço, evitando que o retorno às atividades provoque novas crises.

Ajustar as atividades é necessário?

Nem sempre será preciso interromper completamente o trabalho, os treinos ou as tarefas domésticas.

A orientação consiste em identificar os movimentos mais dolorosos e reduzir temporariamente sua intensidade ou frequência.

Quem pratica musculação talvez precise diminuir a carga de determinados exercícios.

Para alguém que trabalha com ferramentas, a adaptação envolve pausas, mudança de pegada ou reorganização de tarefas.

O repouso prolongado, sem um plano de recuperação, também não é desejável.

Quando usar órtese?

A órtese é um dispositivo colocado no antebraço para auxiliar na distribuição das forças durante determinadas atividades.

Alguns pacientes relatam alívio enquanto trabalham ou realizam movimentos que exigem esforço das mãos.

Ela funciona como recurso complementar, no entanto, seu uso isolado não recupera a resistência do tendão nem elimina a necessidade de reabilitação.

Qual é o papel dos exercícios?

Os exercícios ajudam o tendão a recuperar sua capacidade de receber carga.

O programa normalmente começa com movimentos compatíveis com a intensidade da dor e progride à medida que o paciente ganha resistência.

Durante a fisioterapia, também são avaliados a força do antebraço, a mobilidade e os movimentos utilizados no trabalho ou no esporte.

Não existe um número universal de séries e repetições. O que funciona para alguém com sintomas leves pode ser inadequado para quem apresenta dor intensa.

Ondas de choque funcionam?

A terapia por ondas de choque utiliza estímulos mecânicos aplicados na região comprometida.

Ela é considerada em determinados casos persistentes, especialmente quando a recuperação com medidas convencionais não foi satisfatória.

A resposta varia entre os pacientes, e os estudos apresentam resultados diferentes sobre seus benefícios.

Por esse motivo, o procedimento não deve ser visto como substituto do fortalecimento e do controle de carga.

Quando a infiltração é indicada?

As infiltrações são consideradas em situações selecionadas, dependendo do histórico e das características da dor.

O corticoide oferece alívio de curto prazo em alguns casos, porém, apresenta limitações importantes, como maior possibilidade de recorrência e resultados menos favoráveis em determinados acompanhamentos prolongados.

A decisão exige cuidado, particularmente quando o paciente já recebeu aplicações anteriores.

E o tratamento com PRP?

O plasma rico em plaquetas, ou PRP, é preparado a partir de uma amostra de sangue do próprio paciente.

A proposta é utilizar uma concentração de plaquetas na região comprometida do tendão.

Ainda existem diferenças importantes nos resultados das pesquisas, nos métodos de preparação e na resposta clínica.

Não há garantia de recuperação mais rápida, e a indicação precisa ser individualizada.

Quanto tempo leva para melhorar?

A melhora nem sempre acompanha o ritmo que o paciente espera.

Algumas pessoas percebem redução da dor nas primeiras semanas de tratamento, mas a recuperação funcional pode exigir meses.

Quadros persistentes chegam a levar de seis a doze meses, às vezes mais, até uma melhora significativa.

O tempo depende de fatores como:

  • Duração dos sintomas antes de iniciar o tratamento
  • Intensidade das alterações no tendão
  • Exigência física do trabalho
  • Continuidade dos exercícios orientados
  • Retorno gradual às atividades

Uma melhora inicial não significa que o tendão já está preparado para qualquer esforço.

Quem volta imediatamente à mesma carga de treino ou trabalho corre o risco de apresentar novo desconforto.

A evolução deve ser acompanhada não apenas pela intensidade da dor, como também pela recuperação da força e pela capacidade de realizar tarefas.

Quando a cirurgia é necessária?

A cirurgia fica reservada para uma pequena parcela dos pacientes.

Ela entra na discussão quando a dor continua prejudicando a rotina após meses de tratamento conservador adequado, geralmente por um período de seis a doze meses.

Antes de indicar o procedimento, o ortopedista precisa confirmar o diagnóstico e verificar se outras alterações estão contribuindo para os sintomas.

Durante a operação, o cirurgião trata a região comprometida do tendão. Dependendo das características do caso, são utilizadas técnicas abertas ou artroscópicas.

A recuperação envolve proteção inicial, retomada gradual dos movimentos e fortalecimento.

O retorno ao trabalho e ao esporte depende da técnica utilizada, da exigência física de cada atividade e da evolução após a cirurgia.

Para quem já mudou a forma de trabalhar, deixou exercícios de lado ou passou a evitar movimentos simples por causa da dor, entender a origem do problema é uma etapa importante.

O Dr. Bernardo Catão Queiroz realiza essa avaliação em Belo Horizonte, considerando não apenas o cotovelo, mas as atividades que o paciente precisa recuperar.

Perguntas frequentes

Quais são os sintomas da epicondilite bilateral do cotovelo?

Quando os dois cotovelos estão comprometidos, a dor aparece na região externa de ambos, principalmente durante movimentos que exigem força das mãos. O diagnóstico deve confirmar se os sintomas têm a mesma origem.

Qual é o melhor tratamento para epicondilite lateral?

O tratamento geralmente começa com adaptação das atividades e exercícios progressivos. Órteses e outros procedimentos entram em situações específicas. A escolha depende da intensidade da dor e da resposta à reabilitação.

Como saber se tenho epicondilite?

Dor na parte externa do cotovelo ao apertar, levantar ou segurar objetos é um sinal sugestivo. O ortopedista avalia a localização dos sintomas e realiza testes físicos para confirmar a suspeita e descartar outras causas.

Quais são as causas da epicondilite lateral?

O problema está associado principalmente à sobrecarga dos tendões do antebraço. Movimentos repetitivos, esforço manual e aumento repentino da intensidade de exercícios estão entre os fatores envolvidos.

A epicondilite tem cura?

Sim. A epicondilite lateral tem cura, e a maioria dos pacientes melhora sem precisar de cirurgia. A recuperação pode ser mais demorada quando a dor já existe há meses, exigindo tratamento adequado e alguns ajustes na rotina.

Fontes e leitura complementar

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